ALAÍDE – a protagonista. Casada com um homem importante (Pedro), é atropelada no começo da peça. A tensão dramática se constrói sob a expectativa de sua morte. Não se sabe se o atropelamento foi criminoso, acidental ou decorrente de tentativa de suicídio, e esse é um dos grandes êxitos da obra.
LÚCIA (MULHER DE VÉU) – irmã de Alaíde, surge inicialmente como a Mulher de Véu. Conforme a situação se descortina, descobre-se que Lúcia fora escondida sob um véu em conseqüência da culpa que Alaíde sentia em relação a ela. No passado, Pedro havia sido namorado de Lúcia, que acusava a irmã de tê-lo roubado dela.
PEDRO – industrial bem-sucedido. Após o casamento com Alaíde, continua a desejar Lúcia, a ex-namorada, e com ela planeja matar sua mulher. Seu principal traço de caráter é o cinismo.
MADAME CLESSI – antiga prostituta de luxo assassinada por um jovem amante em 1905. A casa onde os pais de Alaíde e Lúcia foram morar tinha sido a habitação de Madame Clessi e o local onde ela exercia sua profissão. Sua figura é construída na imaginação de Alaíde, que, quando pequena, encontrara no sótão da casa o diário de Madame Clessi.
DONA LÍGIA – mãe de Alaíde e de Lúcia, mulher de costumes conservadores, representa o peso da tradição e dos bons costumes, que atuam sobre os personagens principais.
GASTÃO – marido de Dona Lígia, pai de Alaíde e de Lúcia. Sua principal aparição se dá no plano da memória, no qual está conversando com sua mulher sobre as atividades que eram exercidas na casa na época de Madame Clessi. “O negócio acabava numa orgia louca”, o curto diálogo, no qual Gastão profere essas palavras, marca profundamente a protagonista.