Sinto-me, sem sentir, todo abrasado /
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta, /
O bem que me entretém me dá cuidado.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados; /
Herdai seus bens, herdai suas conquistas, /
Que em reinos dos romanos e dos gregos /
Com indefeso estudo conseguiram.
Brancuras imortais da Lua Nova /
Frios de nostalgia e sonolência... /
Sonhos brancos da Lua e viva essência /
Dos fantasmas noctívagos da Cova.
Deus e o Diabo é que me guiam, /
mais ninguém. Todos tiveram pai, todos /
tiveram mãe. Mas eu, que nunca principio /
nem acabo, Nasci do amor que há entre /
Deus e o Diabo.
Olha bem estes sítios queridos, Vê-os bem /
neste olhar derradeiro... Ai! o negro dos /
montes erguidos, Ai! verde do triste pinheiro!