VENCEDORAS
Escola Privada
PUC-Rio
A concentração de cursos em um único campus facilita a efervescência cultural e de ideias na PUC-Rio. Isso promove também a integração entre os alunos das diferentes faculdades, que podem seguir matérias optativas em outros cursos, de acordo com seu interesse. A integração também existe entre estudantes e professores, o que acaba por incentivar as atividades de pesquisa. "Os alunos participam ativamente dos projetos dos professores, que se dividem entre a graduação e a pós", diz Maria Rita Passeri Salomão, coordenadora do curso de Pedagogia. A adesão aos programas de iniciação científica é grande não só entre os alunos de Pedagogia. No curso de História, 39 participam do programa Programa Institucional de Iniciação Científica do CNPq (Pibic). Em Geografia, 12 alunos estão este ano no Programa de Educação Tutorial (PET), e um levantamento realizado com os egressos do curso de Ciências Sociais dos últimos 10 anos apontou que 76% desenvolveram pesquisa durante a graduação e 65% deles contaram com bolsa.
Escola Pública
UnB
O professor Estevão Chaves de Rezende Martins se orgulha ao falar do Instituto de Ciências Humanas da UnB, do qual é diretor. "Temos 200 professores, sendo que apenas dois não têm dedicação integral. Além disso, a maioria possui título de doutor", diz. Para ele, essa exclusividade é importante porque permite uma maior interação com os alunos. Outro pilar para manter a excelência é a participação dos alunos em pesquisas. "E não nos restringimos à universidade. Um elemento fundamental é que os professores buscam parcerias com instituições públicas de Brasília para enriquecer esse conhecimento", conta Martins. O Departamento de Geografia tem até uma revista, a Espaço & Geografia, para divulgar a produção científica dos professores e alunos. O Instituto de Ciências Humanas também mantém convênios com escolas estrangeiras para que os alunos estudem um ou dois semestres no exterior. Atualmente, cerca de 100 alunos por ano participam desse tipo de intercâmbio em países como Portugal, França e Canadá.
FINALISTAS
Escolas privadas
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
O compromisso dos professores com ensino, pesquisa e extensão é um dos motivos que explicam a qualidade dos cursos da área de Ciências Sociais e Humanas da PUC Minas. “Nossos docentes sempre apresentam trabalhos em congressos e publicam artigos em revistas científicas. Além disso, todos os que lecionam na pós dão aula também para a graduação, compartilhando o conhecimento obtido nas pesquisas”, afirma Javier Alberto Vadell, chefe do departamento de Relações Internacionais.
Segundo o professor, o empenho por parte dos docentes motiva alunos e funcionários a trabalhar juntos. Ele cita como exemplo o projeto de extensão do departamento, o Mini-Onu (Modelo Intercolegial das Nações Unidas), que recebe mais de mil alunos do ensino médio, que estudam e debatem temas atuais, com a coordenação de estudantes, funcionários e professores de Relações Internacionais. Os jovens são divididos em grupos, cada um destes representando uma nação, como em uma reunião da Organização das Nações Unidas.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
O nascimento da PUC-SP, na década de 1940, uniu a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento e a Faculdade Paulista de Direito e, com isso, inaugurou sua tradição em formar alunos com forte base humanística. A maioria dos professores da área de Ciências Sociais e Humanas tem mestrado e doutorado, mas sem deixar de lado a atuação profissional. “O nosso enfoque é balancear as questões teóricas e práticas, intercalando aulas com outras atividades”, afirma Roberto Baptista Dias da Silva, coordenador da graduação em Direito. Nesse curso, por exemplo, os alunos participam de simulações de júri. Há ainda debate entre as turmas sobre temas da atualidade, como a crise no senado e a legalização do aborto, entre outros. A universidade também incentiva seus alunos a fazer intercâmbio, por meio de convênios com universidades européias e americanas. Os estudantes passam um semestre em uma escola no exterior e a instituição recebe, em contrapartida, alunos desses outros países.
Escolas Públicas
UFRJ
Um dos objetivos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) é incentivar os alunos a participar de atividades de extensão, seja dentro da própria escola, na comunidade ou em parceria com outros cursos. Um bom exemplo é o Projeto Papo Cabeça. Idealizado e comandado pela Faculdade de Medicina, conta com a parceria dos alunos de Ciências Sociais, Psicologia e Serviço Social. “Eles trabalham com adolescentes sobre temas relacionados à sexualidade”, afirma a professora Sheila Backx, coordenadora de graduação do CFCH. Essa atividade permite ao aluno conhecer a prática de sua profissão e ainda trabalhar em equipe multidisciplinar, algo que vai acompanhá-lo durante toda a carreira. Outro exemplo é o projeto de Serviço Social, que prevê a organização da documentação da escola a fim de preservar a sua memória. “Eles estão recuperando o material e catalogando, e depois vamos criar uma homepage em que esse conteúdo poderá ser acessado de qualquer lugar”, explica a professora. A escola orgulha-se da participação dos alunos em projetos de pesquisa. Na última Jornada de Iniciação Científica, realizada em outubro de 2009 na UFRJ, o CFCH foi representado por mais de 700 trabalhos.
USP
Desde a sua criação, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH mantém um alto padrão de ensino. Isso se dá por três fatores, segundo o professor Modesto Florenzano, vice-diretor da FFLCH. “Temos alunos que lutam pelo que acreditam. Eles cobram os professores e organizam-se em movimentos. São bandeiras que se levantam e permitem que a qualidade dos cursos se mantenha”, diz. Outro fator é competência do corpo docente. Cerca de 99% dos professores são doutores e estão envolvidos permanentemente em projetos de pesquisas. “Exige-se de cada docente, pelo menos, duas publicações ao ano em revistas científicas nacionais ou internacionais. Essa é a cristalização do trabalho deles”. Como consequência, os alunos também se envolvem muito em pesquisas, levando ao terceiro fator de sucesso da escola. “Qualquer estudante que mostre empenho e se sinta estimulado, consegue uma bolsa de iniciação científica, porque temos muitos projetos em andamento”, afirma o professor Florenzano. De acordo com ele, essa participação é positiva porque forma um graduado mais completo, que levará na bagagem a experiência de conhecer métodos de pesquisas e de criar novos conhecimentos.