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UPF e UFV mandam bem em Meio Ambiente e Ciências Agrárias

VENCEDORAS

Escola Privada
UPF


Os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF são calcados em forte base teórica, sem deixar de lado a prática. "Um terço da formação oferecida é composta por atividades práticas", diz Hélio Castro Rocha, coordenador do curso de Agronomia. Para isso, as graduações contam com uma fazenda-escola para a prática de fitotecnia, fruticultura, produção de leite, ovinos e apicultura, entre outras. "É um grande laboratório a céu aberto", afirma o professor. Os estudantes têm ainda uma área experimental de 32 hectares onde são desenvolvidas pesquisas com os professores e os alunos de mestrado e doutorado. A pesquisa é uma marca do departamento desde o final da década de 1970, quando um projeto da Embrapa de cultura de aveia foi transferido para a instituição. A partir de então, os alunos de Agronomia passaram a ter uma disciplina obrigatória de pesquisa.

Escola Pública
UFV


O Centro de Ciências Agrárias (CCA) tem grande tradição no ensino: o curso de Agronomia existe há 81 anos e a escola orgulha-se de ter criado a primeira pós-graduação em Ciências Agrárias no Brasil. Para manter a qualidade, ela aposta na atualização dos conteúdos. "Estamos sempre antecipando as novidades. Seja por meio de inovações nas disciplinas ou pelos projetos de pesquisa. E isso só é possível porque temos um corpo docente sintonizado com o que acontece no mundo", afirma Sergio Hermínio Brommonschenkel, diretor do CCA. Outro fator importante para estar informado sobre as novas tendências é a excelência da pós-graduação. O programa de entomologia (parte da zoologia que trata dos insetos), por exemplo, tem conceito 7 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), considerado de nível internacional. Os demais, incluindo Medicina Veterinária e Engenharia Florestal, oscilam entre 5 e 6, também qualificados como muito bons. "Essa qualidade beneficia os alunos da graduação, que têm a oportunidade de trabalhar com pesquisas de ponta, estar em contato com laboratórios modernos e ainda vivenciar situações que permitem aprimorar o conhecimento", diz o diretor.

FINALISTAS

Escolas privadas

UCB
Os alunos da área de Meio Ambiente e Ciências Agrárias sabem que podem fazer a diferença para a cidade e a região onde vivem. Em suas muitas atividades de campo, os graduandos em Engenharia Ambiental, por exemplo, visitam estações de tratamento de esgoto e de água para ver o que estudam na sala de aula, como o condicionamento de resíduos. Nesse curso, 70% dos professores são doutores. Por isso, a grande preocupação também com a teoria. “Mas além do conhecimento específico, nossos docentes são muito preocupados com a formação social e humanística dos alunos. A questão da sustentabilidade ambiental permeia todas as disciplinas durante o bacharelado”, diz Marcelo Gonçalves Resende, coordenador de Engenharia Ambiental. O Centro de Ciência e Tecnologia, onde é oferecido esse curso, mantém convênio com mais de 35 empresas e órgãos públicos para estágio dos alunos. Os futuros engenheiros ambientais também fazem trabalhos de consultoria por meio da Empresa Junior ECOA Ambiental.

UCDB
O curso de Engenharia Sanitária e Ambiental tem ênfase na prática, preparando o aluno para atuar diretamente no mercado de trabalho, com as duas habilitações. Todos os professores, além de dar aulas, atuam profissionalmente. Um convênio com a prefeitura de Campo Grande, onde está o campus principal da instituição, permite que os estudantes já comecem a colocar a mão na massa cedo. “Alunos e professores estão trabalhando no Projeto Córrego Limpo, fazendo análise da água em 30 pontos de coleta. As amostras são estudadas em nossos laboratórios”, conta a coordenadora do curso, Rocheli Carnaval Cavalcanti. Os outros cursos da área de Meio Ambiente e Ciências Agrárias, como Zootecnia e Medicina Veterinária, também mantém parcerias com instituições e empresas locais. A forte participação do estado na criação de gado e cultivo de grãos garante a demanda pelos estudantes, que têm acesso privilegiado aos maiores produtores do país.

Escolas públicas

UFPR
A comunidade de Tunas do Paraná, município do Vale do Ribeira, já está acostumada a receber os estudantes da UFPR. É que nessa região, onde a população vive basicamente da agricultura familiar, é realizado um projeto de extensão visando o desenvolvimento rural. “Os alunos vão a campo orientar os produtores sobre como usar melhor a terra, reduzir o impacto ambiental e aumentar a produtividade. Também os ensinam a trabalhar em sistema de cooperativa para aumentar as oportunidades de negócio”, explica o professor Amadeu Bona Filho, diretor do Setor de Ciências Agrárias. Esse trabalho envolve alunos de Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal, que podem, já a partir do primeiro ano, aderir ao projeto. De acordo com o professor, além da extensão, os estudantes também são incentivados a participar de pesquisas coordenadas pelos professores, por meio de bolsas de iniciação científica. Alguns desses trabalhos já foram até publicados em revistas internacionais. Para o professor Amadeu Bona Filho, é muito importante que o aluno participe das pesquisas. “Ele adquire metodologia científica e se aprofunda nos assuntos estudados em sala de aula”, conclui.

USP
Os alunos de Medicina Veterinária são preparados para serem empreendedores e manter foco na sustentabilidade. Para isso, o currículo prevê, além das aulas, a participação dos estudantes em simpósios de empreendedorismo e sustentabilidade econômica, social e ambiental, organizados pela própria escola. “Estamos formando o profissional do futuro. Ele tem que se preocupar com a parte técnica e a produtividade, mas também com a possibilidade de redução do uso do campo, por exemplo”, afirma o professor José Antonio Visintin, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Outro ponto positivo da escola é a alta qualidade do corpo docente. Todos são doutores e 99% trabalham em regime de dedicação exclusiva à universidade. Além disso, a diretoria incentiva os professores a realizar pós-doutorado no exterior. “Temos como princípio preparar o docente. Em outro país, ele entra em contato com uma realidade diferente, aprende técnicas novas e depois repassa essa experiência para os alunos brasileiros”, explica Visintin.