É o conjunto de conhecimentos e técnicas utilizadas para cuidar da saúde de cavalos. O tecnólogo em Ciências Eqüinas trabalha em haras e associações, zela pelo bem-estar físico e pela nutrição do animal e define métodos de adestramento e treinamento para esportes e competições. Acompanha o uso da montaria no turismo eqüestre e envolve-se na organização desses eventos. Pode, ainda, ocupar-se dos animais utilizados em eqüinoterapia, que emprega a montaria no tratamento de deficiências físicas e mentais. Sabe avaliar e trabalhar o animal em termos de equilíbrio, postura e conformação dos músculos e reflexos. Seu objetivo é obter o máximo desempenho físico e comportamental dos animais, preservando sua saúde.
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O mercado de trabalho
Embora no Brasil a raça mais popular de cavalos seja a manga-larga, é a crioula quem mais cresce, por ser a mais utilizada para trabalhos em fazendas e em rodeios. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO),o Brasil é o quarto país do mundo (atrás de Estados Unidos, da China e do México) em número de cavalos, com 5,9 milhões de cabeças. Os negócios relacionados a esse animal, como comercialização, criação, leilões e indústria de alimentos, movimenta mais de 7,5 bilhões de reais por ano e cria mais de 3 milhões de empregos, diretos ou indiretos, no país. A profissionalização do setor abre espaço para esse profissional, que pode trabalhar em parceria com veterinários e zootecnistas. As principais atividades do tecnólogo são gerenciamento de haras, direção, consultoria ou assessoria de estabelecimentos de preparação e treinamento e fazendas. Ele trabalha ainda com o treinamento, o adestramento e o preparo de animais para exposições e torneios. Atua em associações, hípicas, centro de reabilitações, prefeituras e jóqueis clubes. Na cavalaria, também há espaço para o profissional, especialmente na região Sul e nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
O curso
A grade curricular mescla disciplinas práticas e teóricas. Entre elas anatomia, fisiologia, genética e melhoramento, nutrição, equitação, equinoterapia, manejo e reprodução, doma, turismo equestre e legislação sobre equinos. As disciplinas como gestão de negócios e contabilidade e custos preparam o profissional para assumir o próprio negócio ou trabalhar na área administrativa de haras e sociedades hípicas.
Duração média: três anos.
Outros nomes: Gestão de Equinocultura; Gestão em Equinocultura.