Cursos no Exterior

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Intercâmbio - Viva a diferença

O estranhamento inicial em um país desconhecido é natural e faz parte do processo de adaptação de quem vai cursar o ensino médio no exterior

Essas duas palavras já se tornaram um chavão e causam arrepios em qualquer um que esteja de malas prontas para fazer um intercâmbio: choque cultural. Na verdade, como explica a psicóloga intercultural Raquel Fernandes, esse termo não é o mais adequado para descrever o processo de adaptação pelo qual as pessoas passam em outro país. “Não se trata de choque porque a cultura da pessoa e a do país não se colidem, elas se interagem. Por isso, prefiro chamar esse processo de adaptação de estresse aculturativo.”

ADAPTAÇÃO CULTURAL
Segundo Raquel, é natural que no primeiro mês o intercambista sinta um pouco as diferenças de hábitos e costumes do país, mas é em razão desse estranhamento que ele vai se autoconhecer e se adaptar. Além das mudanças de clima e comida, Raquel aponta como principal fator do estresse aculturativo a personalidade dos estrangeiros, que em geral são menos expansivos que os brasileiros. “Quem vai para fora espera receber o mesmo afeto que tem aqui no Brasil, o que nem sempre acontece”, afirma. Para minimizar o impacto do processo de adaptação, é bom aprender o mínimo do idioma e da cultura local antes de viajar.