Apesar de a África do Sul receber cada vez mais estudantes de todo o mundo, o país ainda é um destino em descoberta pelos brasileiros. Mas o fato de não ser tão popular como outros centros de estudos, como os Estados Unidos ou a Austrália, é justamente um dos motivos que vêm levando muitos jovens a arrumar as malas e a estudar no país africano. Além disso, o custo de vida mais baixo, o preço convidativo dos programas e a oportunidade de praticar esportes de aventura, como rafting, tirolesa e bungee jump, são fortes atrativos.
“A natureza é exuberante em todo o país e a estrutura em turismo, muito boa. As estradas encontramse em ótimas condições e as cidades são limpas e estão prontas para receber os estrangeiros”, diz Erik Sadao, representante da English Language Travel Association of South África (Eltasa) no Brasil e responsável pelo site Africanize-se (www.africanizese.com.br). As cidades que mais recebem os estudantes são a capital, Cidade do Cabo, Durban e Johanesburgo.
Os cursos de inglês são muito procurados e têm duração de um mês a um ano. Quem quiser turbinar o ensino do idioma pode escolher cursos com foco em negócios e administração ou aulas que combinam inglês e esportes, artes, turismo, hotelaria e safári. Também cresce muito o interesse por cursos de ensino superior, principalmente em áreas como ecologia, ciências sociais e comunicação.
“A África do Sul vem recebendo grandes prêmios internacionais nas áreas de publicidade e cinema”, justifica Sadao. Para o estudante estrangeiro ingressar no ensino superior (que tem duração de quatro anos) é necessário prestar o CAE (Certificate in Advanced English) de Cambridge, que atesta o nível de conhecimento de inglês. Algumas escolas também aplicam um exame de seleção e fazem análise do histórico escolar.
ONZE LÍNGUAS OFICIAIS
Situada no extremo sul do continente africano, a África do Sul é um país que ainda luta para se livrar da sombra do apartheid, o extinto regime de segregação racial que vigorou no país entre 1948 e 1992. Atualmente, recebe milhares de turistas por ano interessados não só em conhecer essa história recente como atraídos pelos safáris (o mais famoso é o do Parque Nacional Kruger), pelos esportes radicais (o país possui o maior bungee jump do mundo, com 216 metros) e por sua natureza exuberante.
A população é bastante diversificada, formada por descendentes de franceses, britânicos, africanos, malaios, indianos e de diversas tribos. Apesar de todos falarem inglês, o país possui outras dez línguas oficiais, o que pode ser um desafio à parte na hora de conversar com alguém na rua. Você ouvirá africâner, zulu, xhosa, ndebele, sotho do norte, sesotho, swati, xitsonga, setswana e tshivenda. Mas os sul-africanos costumam conversar de forma acolhedora e são solícitos com os estrangeiros.
EU ESTIVE LÁ
“Eu escolhi a África do Sul porque é um lugar com poucos brasileiros e onde eu poderia treinar mais o inglês. Além disso, os sul-africanos são muito receptivos aos estrangeiros, e o país oferece diferentes atividades de lazer. Estudei muito, mas conheci várias cidades, participei de degustação em vinícolas, fiz um safári, conheci uma praia de pingüins, observei baleias e até mergulhei com tubarões-brancos.”
Danilo Vivan, 28 anos, jornalista de São Paulo (SP), cursou um mês de inglês na Cidade do Cabo, em 2007
ORIENTE-SE
EMBAIXADA
Telefone: (61) 3312-9500
Site: www.africadosul.org.br
E-mail: brasilia.general@foreign.gov.za
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CONSULADO
SP – São Paulo
Telefone (11) 3265-0449
Site: www.africadosul.org.br
E-mail: politico@africadosul.org.br
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VISTO
Se o curso que você vai fazer tiver duração inferior a 90 dias, não é necessário obter o visto – basta apresentar o passaporte válido e o atestado de vacinação contra a febre amarela. Se a intenção for ficar lá por mais tempo, você precisa providenciar o visto de estudante, cuja taxa é de 189 reais. Depois de dar entrada no visto, ele sai em até cinco dias. As informações sobre os documentos necessários estão no site www.africadosul.org.br
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TRABALHO
Desde 2003, o governo sul-africano autoriza estudantes brasileiros a exercer qualquer atividade remunerada no país. A única exigência é que o trabalho se limite a 20 horas semanais. Não é preciso nem tirar uma autorização especial. O visto de turista é o suficiente para trabalhar nessas condições.
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BOLSAS DE ESTUDO
Não existem programas governamentais de concessão de bolsas a estrangeiros. Mas há a possibilidade de solicitar esse benefício diretamente nas universidades, que têm critérios próprios de seleção.
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ONDE ESTUDAR
Para informações sobre educação e instituições de ensino, visite o site www.studysa.co.za