Até parece que a Austrália é logo ali. Nem mesmo as mais de 30 horas de vôo que separam o Brasil da terra dos cangurus têm intimidado os brasileiros a estudar do outro lado do mundo. O clima tropical, as praias, os esportes de aventura, o povo acolhedor e a facilidade de adaptação são fortes atrativos. Em razão disso, o fluxo de estudantes brasileiros para a Austrália tem crescido a cada ano e, de acordo com a Australian Educational International (AEI), mais de 11 mil brasileiros fizeram programas de intercâmbio na Austrália em 2007. “Outro fator que conta muito é a qualidade do ensino. O governo australiano tem um sistema de controle rígido das escolas, incluindo as de idioma”, explica Priscila Trevisan, gerente da AEI no Brasil. Toda instituição que recebe estudantes de fora do país precisa ter um registro no governo, conhecido como Cricos (The Commonwealth Register of Institutions and Courses for Overseas Students), que assegura não só o alto nível de ensino como também a qualidade na assistência aos alunos estrangeiros, como traslado e resolução de problemas de moradia.
Os cursos de idioma em Sydney e Gold Coast são os mais procurados pelos brasileiros. Com duração de duas semanas até um ano, há desde o inglês tradicional (indo do básico ao avançado) até cursos de língua voltados para negócios, tecnologia, medicina e turismo. Quem está no ensino médio pode passar uma temporada fazendo seis meses ou um ano de high school. Para isso, é preciso ter nível intermediário de inglês e estar estudando aqui no Brasil.
CURSOS SUPERIORES
As universidades australianas são outra atração. Elas oferecem cursos técnicos, conhecidos como Vocational Education and Training (VET), graduação e pósgraduação. “A Austrália se tornou referência em áreas como administração, biologia marinha, tecnologia, turismo e hotelaria, ciências, medicina e biotecnologia”, ressalta Priscila. A qualidade das universidades é controlada pela Australian Universities Quality Agency (Auqa). A graduação tem, em média, de três a seis anos, em período integral. Mas para cursar é preciso ficar atento a algumas exigências. Para os cursos técnicos, é pedido o diploma de ensino médio. Na graduação, as escolas exigem o exame de proficiência em inglês (Ielts ou Toefl) e fazem uma análise das notas do ensino médio. Como o ensino médio daqui tem um ano a menos que o de lá, também é necessário fazer, antes da graduação, um ano de foundation course para compensar a diferença entre os sistemas educacionais dos dois países.
SURFE E ESQUI
País dos coalas e dos cangurus, a Austrália fica na Oceania, entre os oceanos Índico e Pacífico. O verão é muito quente, com praias cheias, e o inverno apresenta temperaturas bem baixas – em algumas cidades chega a nevar. Devido a esse contraste, os australianos têm condições de se dedicar tanto aos esportes de verão, como o surfe e o rafting, como aos de inverno, como o esqui e snowboard. Aproveite para praticar esportes e se enturmar com os australianos, já que a atividade física faz parte do cotidiano local. Estando lá, não deixe de conhecer a Grande Barreira Carolina, que fica em Cairns. Trata-se da maior formação de corais do planeta, que se estende por mais de 2 mil quilômetros na costa. O agito noturno acontece na cosmopolita Melbourne, que apresenta uma bela arquitetura vitoriana e bem-cuidados jardins e é considerada o grande centro cultural e artístico do país.
Em Sydney, a maior e mais antiga cidade da Austrália, vale a pena conhecer a Opera House. Outro passeio imperdível é o bairro histórico The Rocks, onde aportaram os primeiros colonos europeus. No Taronga Zoo, você conhece os exóticos animais australianos.
EU ESTIVE LÁ
“Eu escolhi a Austrália porque sempre ouvi dizer que o clima é parecido com o daqui e o povo, muito acolhedor, assim como os brasileiros. Durante minha viagem, uma vez fui a Sydney e não conseguia achar o albergue. Um senhor que estava passando parou, perguntou se eu precisava de alguma ajuda e, com paciência, me ensinou exatamente como chegar ao lugar.”
Diogo Sinagaglia, 21 anos, vendedor de São Paulo (SP), cursou sete meses de inglês em Melbourne, em 2007
ORIENTE-SE
EMBAIXADA
Telefone: (61) 3226-3111
Site: www.brazil.embassy.gov.au
E-mail: embaustr@dfat.gov.au
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CONSULADO
SP – São Paulo
Telefone: (11) 2112-6200
Site: www.cdasp.org.br
E-mail: consular.saopaulo@austrade.gov.au
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CENTRO DE INFORMAÇÃO
Australian Education International – Brasil
Site: www.studyinaustralia.gov.au
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VISTO
Caso o curso tenha até três meses de duração, é permitido entrar no país apenas com o visto de turista. Se a intenção for fazer um curso mais longo, você precisará de um visto de estudante. Esse tipo de visto requer documentos diferentes, dependendo de qual curso você irá fazer. No site do departamento de imigração da Austrália você encontra todas as informações e a lista de documentos necessários para obter o visto (www.immi.gov.au).
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TRABALHO
O estudante que desejar trabalhar tem de fazer uma solicitação em um escritório do Dima (Department of Immigration and Multicultural Affairs), na Austrália. O visto de estudante concedido na Embaixada da Austrália não permite aos alunos trabalhar até que, já na Austrália, comprovem que iniciaram os estudos. Se receber permissão para trabalhar quando estiver lá, você precisará exercer atividade remunerada por até 20 horas por semana.
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BOLSAS DE ESTUDO
Os estudantes estrangeiros podem se inscrever para bolsas de estudo oferecidas por estabelecimentos de ensino e pelo governo australiano. O Departamento de Educação, Emprego e Relações de Trabalho, por exemplo, disponibiliza o Programa Endeavour (www.endeavour.dest.gov.au). Para os brasileiros, especificamente, as bolsas são direcionadas para estudantes de pós-graduação, por meio de programas como o Endeavour Research Fellowships e o Endeavour International Postgraduate Research Scholarships. Neste último, é possível consultar as universidades australianas participantes no site www.studyinaustralia.gov.au/Sia/en/Links/Universities.htm. As bolsas do governo da Austrália não estão disponíveis para os cursos de idioma.
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ONDE ESTUDAR
Para informações sobre educação e instituições de ensino, visite o site http://www.cdasp.org.br/enlaces5.htm