Com um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 12 trilhões de dólares, os Estados Unidos (EUA) reinam absolutos como a maior potência mundial. Além dessa hegemonia econômica, o país representa uma forte referência cultural – os filmes, as músicas, as histórias em quadrinhos e os seriados de TV norte-americanos estão, literalmente, em todos os lugares. Como se não bastassem todas essas influências, os EUA ainda são reconhecidos mundialmente pelo seu excelente sistema educacional. Com tantos atrativos, não é de estranhar que milhares de estrangeiros desembarquem todos os anos na terra do Tio Sam. Quem vai estudar idioma tem a possibilidade de fazer um curso regular de inglês, os direcionados (como inglês para negócios, para direito e para medicina) e os combinados com artes ou esportes.
Além dos cursos de idioma, o país também dispõe de dezenas de universidades de excelência, como a de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), só para mencionar duas das mais famosas. “Todas as áreas têm bom reconhecimento internacional, mas as mais procuradas são administração, engenharia, direito, ciências sociais, e artes”, afirma Thaís Pires, orientadora educacional da Associação Alumni, de São Paulo, organização que promove programas culturais e educacionais entre os EUA e o Brasil.
O ensino superior nos EUA dura de quatro a cinco anos, conforme a escola e a área escolhidas. De maneira geral, as universidades exigem nível de inglês avançado (avaliado pelo Toefl), boas notas no ensino médio, bom resultado no SAT ou ACT (testes de admissão em cursos superiores nos EUA que devem ser feitos no Brasil), comprovação de condições financeiras para se manter no país e uma carta que explique os motivos de querer estudar lá. Há escolas que ainda pedem algum diferencial do estudante, como a realização de trabalho voluntário ou talento musical ou esportivo. Outras solicitam uma carta de recomendação de um professor. O alto padrão dos cursos superiores também se estende para os MBAs (Master in Business Administration) – programas de pós-graduação que surgiram no próprio país e são bastante procurados pelos estrangeiros.
HIGH SCHOOL
Também é possível fazer high school em escolas públicas ou particulares nos Estados Unidos. Para ser admitido é preciso preencher alguns pré-requisitos, como ter bom nível de inglês e boas notas no histórico escolar, nunca ter repetido o ano e apresentar comprovante de renda da família. Podem ser exigidos, ainda, outros documentos, dependendo do programa. O curso tem matérias obrigatórias, como inglês, matemática e história, e opcionais, que são escolhidas pelo aluno de acordo com seu interesse por uma determinada área de conhecimento. Estudantes de outros países costumam ser aceitos para programas de intercâmbio de um ano de duração.
PREPARE-SE PARA A VISTORIA
Mesmo com o visto em mãos e a aprovação de uma escola, você deve se preparar para a vistoria pela qual passará assim que chegar ao país. A atenção redobrada ainda é resultado dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Mas, depois que acabar essa maratona, aproveite a estada em solo norte-americano. Nos primeiros dias você pode estranhar um pouco a língua. É que os nativos falam rápido e usam muitas gírias.
Independentemente da cidade em que ficará hospedado, vale a pena visitar alguns marcos do país. Nova York é uma das cidades mais cosmopolitas e sedutoras do planeta. A ilha de Manhattan, que abriga o Empire State Building e a 5a avenida, é a região mais badalada. Na Califórnia, não deixe de conhecer Los Angeles, a meca do cinema mundial, San Francisco, com seu clima libertário e a bela visão da ponte Golden Gate, e a charmosa Carmel, debruçada sobre o mar, pertinho de Monterrey. Já Las Vegas, no estado de Nevada, que fica no meio do deserto, é uma cidade única no planeta, com seus cassinos e hotéis extravagantes.
Para quem quer conhecer as belezas naturais norte-americanas, vale a pena visitar o Grand Canyon, no Arizona, as Montanhas Rochosas, na costa oeste, e o Parque Yellowstone, em Wyoming. E, como ninguém é de ferro, reserve uns dias e uma graninha a mais para conhecer os parques temáticos de Orlando. Até o mais sério dos adultos volta a ser criança depois de um passeio desses.
EU ESTIVE LÁ
“Eu fui para os EUA fazer um curso de inglês na University of Central Florida (UCF). Os primeiros dias foram bem difíceis porque eu não dominava o idioma, mas, aos poucos, fui me adaptando. Estudei muito e fiz amigos da Polônia, Rússia, Peru e China, com os quais mantenho contato até hoje.”
Edmila Montezani, 24 anos, professora de São Paulo (SP), estudou quatro meses de inglês na Flórida, em 2006
ORIENTE-SE
EMBAIXADA
Telefone: (61) 3312-7000
Site: www.embaixada-americana.org.br
E-mail: contact@embaixada-americana.org.br
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CONSULADOS
No Recife (PE), no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). Mais informações no site da embaixada (www.embaixada-americana.org.br) e no site www.consuladoamericanosp.org.br
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CENTROS DE INFORMAÇÃO
ABA – Associação Brasil-América
Site: www.abaweb.org
ACBEU – Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
Site: www.acbeubahia.org.br
Associação Alumni
Site: www.alumni.org.br
CCBEU – Centro Cultural Brasil-Estados Unidos
Site: www.ccbeu.com
Fulbright – Comissão para Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e o Brasil
Site: www.fulbright.org.br
Instituto Brasil-Estados Unidos
Site: www.ibeu.org.br
Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano
Site: www.cultural.org.br
União Cultural Brasil Estados Unidos
Site: www.uniao.com.br
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VISTO
A política de concessão de visto para entrada em território norte-americano é muito rigorosa. O visto para estudante varia de acordo com a modalidade do curso escolhido. De qualquer forma, é bom começar pela consulta ao site www.visto-eua.com.br e verificar qual é seu caso e quais são os primeiros passos. Depois será preciso agendar entrevista no consulado e apresentar uma série de documentos.
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TRABALHO
Os estudantes estrangeiros matriculados em universidades podem trabalhar desde que a carga horária semanal não ultrapasse 20 horas e o emprego seja dentro do campus. Outra exigência é que esse trabalho seja realizado após o aluno ter cursado, no mínimo, um ano acadêmico. Quem for fazer estágio profissional, trabalho temporário ou au pair só recebe autorização para exercer uma atividade remunerada após conseguir o visto de trabalho próprio para esse fim. O visto de estudante obtido por alunos de cursos de idioma não permite nenhuma atividade remunerada.
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BOLSAS DE ESTUDO
Existem várias entidades que oferecem bolsas ou ajuda de custo para estudar nos Estados Unidos. Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA) (www.educoas.org), o Instituto Brasil-Estados Unidos (www.ibeu.org.br), a Fundação Estudar (www.estudar.org.br) e a Fulbright – Comissão para Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e o Brasil (www.fulbright.org.br). Para o ensino médio (high school), uma opção é tentar a bolsa do United World Colleges (www.br.uwc.org).
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ONDE ESTUDAR
Para informações sobre educação e instituições de ensino, visite o site www.studyusa.com/portuguese