Curta Duração

Todos os campos são obrigatórios

Artes e Design

O campo nessa área cresce à medida em que o mundo se sofistica e pessoas e empresas cultivam a estética ambiental

Quem é que não gosta de ver objetos bonitos, decorações equilibradas, revistas com tipologias e fotos bem pensadas, produtos com formas e embalagens modernas e roupas criativas? Pois tudo isso pode ser resultado do trabalho de um tecnólogo na área de artes e design. Esse profissional lida, acima de tudo, com a criatividade, buscando as mais variadas inspirações para criar peças e ambientes que impactam os olhos e o espírito das pessoas.

Durante muito tempo, as profissões ligadas à criação foram encaradas como pouco lucrativas, mas essa idéia está mudando. A indústria têxtil, da qual faz parte o mercado de moda, por exemplo, gerou mais de 28 mil empregos formais somente em 2006. Além disso, o setor têxtil e de vestuário é responsável por 4,1% do Produto Interno Bruto do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil.

Quem decide estudar algo nessa área encontra a oportunidade de trabalhar de um modo diferente, muitas vezes fugindo da rotina e do modelo tradicional de emprego. Ainda existem vagas formais, mas é cada vez mais comum os profissionais de artes e design trabalharem como free-lancers, sem vínculos empregatícios com nenhuma empresa.

A faculdade proporciona algo essencial para as carreiras envolvidas com artes e design: a rede de contatos. Ela é muito importante porque a maioria dos trabalhos surge por meio de indicações e da propaganda boca a boca entre pessoas da mesma área. “Tem muita gente nova que não consegue encontrar espaço por não ter esses contatos”, acredita Renato Idalgo, aluno do Curso Superior de Tecnologia em Produção de Música Eletrônica da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (SP) “Com a minha graduação espero que as portas se abram”, diz.

Artes Cênicas

A formação básica desse tecnólogo é a de ator, para usar o corpo e a voz na representação de personagens, transmitindo ao público idéias, sentimentos e emoções. Pode atuar em comerciais ou programas de TV, em peças teatrais, filmes e telenovelas, além de fazer dublagens. Também está apto a escrever, dirigir e produzir peças teatrais, além de trabalhar com o figurino e a indumentária.

O curso, que dura em média dois anos, é predominantemente técnico, com muitas apresentações e aulas de consciência e expressão corporal, criação do personagem, expressão musical e vocal, improvisação e interpretação cênica para TV.

Onde está o emprego: No eixo Rio-São Paulo estão as melhores chances. Outras capitais também se destacam, como Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Há boas chances para o profissional que optar pelos palcos. Não há salário fixo, mas participação na bilheteria, que costuma ser de 10% para o diretor e entre 3% e 5% para os atores.

Artes Plásticas

A formação desse tecnólogo é multidisciplinar. Ele sai do curso capacitado para trabalhar na pesquisa e na criação de obras de pintura, gravura, fotografia e artes gráficas, entre outras técnicas artísticas. Com isso, pode organizar exposições em museus e galerias, trabalhar na conservação e restauração de obras e monumentos de valor histórico e atuar em peças de teatro, emissoras de TV, centros culturais e até escolas de samba, elaborando adereços.

Nas agências de publicidade, aplica conhecimentos de design gráfico para a criação de logomarcas e cartazes. Disciplinas como história da arte, linguagem e gestão fazem parte do currículo, que é acrescido de matérias específicas como figurino, cenografia e computação gráfica.

Onde está o emprego: Na região Sul e Sudeste há boas chances em agências de publicidade e marketing e escritórios de decoração, para fazer consultoria de design em criações artísticas, e nos museus, para organizar mostras. O salário médio inicial é de R$ 1.000.

Dança

Esse profissional costuma atuar como bailarino, instrutor e coreógrafo, mas também possui conhecimentos para gerenciar empreendimentos do setor de lazer e esportes. O curso costuma dar certificados a cada conclusão de módulo. No primeiro, há disciplinas básicas como anatomia, análise do movimento corporal, cinesiologia e desenvolvimento motor, certificando o aluno como bailarino.

O segundo módulo habilita o estudante para ser coreógrafo e produtor. Já o terceiro certifica o aluno como instrutor de dança. E, por fim, no quarto módulo, há aulas de gestão empresarial, metodologia científica e fundamentos de percepção e estética, que dão o diploma de tecnólogo.

Onde está o emprego: Academias e escolas de dança são os principais nichos de mercado. Mas, há trabalho também em corpo de baile de companhias de dança, estabelecimentos do setor de lazer e esportes (inclusive como gestor), emissoras de TV e no teatro. O salário médio inicial é de R$ 900.

Design de Interiores

O tecnólogo em Design de Interiores trabalha para tornar mais agradável, prático e equilibrado os espaços internos de residências, empresas ou ambientes públicos. Ele elabora projetos de ambientação detalhados, levando em consideração tanto o gosto do cliente quanto as melhores opções de iluminação, ruídos e temperatura ambiental. Assim, é capaz de aliar aspectos ergonômicos, conforto e estética na hora de distribuir mobiliários, acessórios, equipamentos e outros elementos decorativos. O curso dá, ainda, aptidão para especificar materiais de acabamento e gerir projetos de reforma, elaborando cronogramas e orçamentos.

A sociedade passou por transformações que, indiretamente, foram muito benéficas para esse profissional. É cada vez mais forte a tendência em buscar espaços de convivência mais harmônicos e confortáveis no ambiente de trabalho e fora dele. E se você olhar em volta, vai perceber que até mesmo as empresas deixaram os tons pastéis para trás e estão investindo em decorações mais atraentes, visando aprimorar a eficiência de seus espaços e o bem estar de seus funcionários.

O tecnólogo em design de interiores pode trabalhar em construtoras, escritórios de arquitetura, interiores e paisagismo, atuar como consultor técnico de aplicação de materiais de acabamento e acessórios para ambientes ou como consultor em lojas especializadas em interiores, móveis, acessórios, tecidos, revestimentos e iluminação. Também pode prestar serviços como autônomo.

O embasamento prático e a oportunidade de ingressar rapidamente no mercado de trabalho levaram o mato-grossense Tiago Chagas, 21 anos, a procurar o curso de Tecnologia em Design de Interiores da Universidade de Cuiabá (Unic). “Tenho aulas de informática a paisagismo, vitrinismo e noções de assessoria, o que me dá um leque amplo de áreas de atuação”, diz.

Segundo a coordenadora Nedyr Galhargo Martinho Modesto, a área está crescendo muito. “Muitos tecnólogos aproveitam para abrir um negócio próprio e acabam vendendo produtos que eles mesmos criam”, afirma. “O único problema é que, infelizmente, a profissão ainda é elitizada e, por isso, os profissionais se concentram nas regiões mais ricas.” Os grandes centros do Sudeste continuam a ter ofertas mais promissoras de trabalho. Mas este cenário está mudando, porque a classe média de outras regiões começa a se preocupar mais com detalhes que até pouco tempo eram considerados sem importância. “Em minha opinião, o desafio é conscientizar a sociedade de que o investimento em profissionais que realmente podem solucionar seus problemas de espaço vale muito a pena”, opina a coordenadora.

Onde está o emprego: Concentra-se nas grandes cidades do Sul e Sudeste. A tendência é que a profissão também ganhe importância em algumas cidades do interior do Estado de São Paulo. Os preços são dados por projetos, geralmente. O salário médio inicial gira em torno de R$ 1.500.

Design e Produção Gráfica

As peças gráficas que vemos prontas em revistas, jornais, folhetos e catálogos levam muito tempo para serem idealizadas, planejadas e produzidas. Para terem qualidade, elas precisam da produção e do acompanhamento de um especialista, o tecnólogo em Design e Produção Gráfica. Esse profissional deve conhecer bem as rotinas de desenvolvimento de peças e as tecnologias envolvidas nesse processo.

Os cursos dessa área formam profissionais capazes de diagramar peças impressas e digitais, selecionar fontes tipográficas, acompanhar o processo de impressão junto às gráficas, além de planejar todo o processo de produção do material.

Meios de comunicação como jornais, revistas, agências de publicidade e websites são locais que empregam esse tecnólogo. Ele também pode trabalhar nos departamentos de comunicação, publicidade, propaganda emarketing de empresas industriais e de serviços, no setor público e em organizações não governamentais. “Com a transformação do mercado para o mundo digital, a mão de obra precisou ficar mais especializada. É um campo bastante amplo e muito promissor”, diz Ivan Daliberto Frugoli, coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Criação e Produção Gráfica Digital da Universidade Paulista-AM (Unip-AM), em Manaus.

Onde está o emprego: As maiores demandas estão no Sul e Sudeste do país. Novas indústrias no Nordeste e no Norte, especialmente na Zona Franca de Manaus, tem aumentado as oportunidades de trabalho por lá. Os salários, no início da carreira, giram em torno de R$ 1.300.

Design de Produto

Com este curso, o tecnólogo se capacita para dar formas a novos objetos ou àqueles que todos estão cansados de ver. Seu trabalho consiste em projetar, desenvolver e produzir objetos – de jóias a móveis, passando por embalagens – levando em consideração as necessidades do público. Assim, as constantes transformações tecnológicas acerca dos processos de produção e materiais, bem como hábitos de consumo, devem estar sempre na ponta da língua desse profissional.

É possível fazer um curso de Design de Produto em geral ou focado em algum produto específico. No curso de Design de Produto - Jóias, da Universidade Veiga de Almeida (UVA-RJ), no Rio de Janeiro, por exemplo, são ensinadas técnicas de ourivesaria e teorias artísticas.

Naturalmente a grade curricular precisa espelhar esta multiplicidade. No Centro Universitário Una (UNA), de Belo Horizonte (MG), a Graduação Tecnológica em Design de Produto é composta de aulas expositivas, aplicações de exercícios práticos em laboratórios de informática, oficinas de modelos e protótipos e visitas técnicas. O que comprova que ser criativo e saber desenhar não são mais os únicos requisitos para atuar nessa área.

“O profissional de hoje precisa ser consciente das especificidades de sua área, das necessidades de habilidades em desenho, execução e marketing e da relação da área com o meio ambiente para a idealização de um novo produto”, afirma o coordenador do curso do UMA, Luiz Augusto do Nascimento.

O mercado para o designer de produtos é amplo, mas a especialização pode ajudar a dar direcionamento à carreira. De modo geral, ele pode trabalhar em agências de design, indústrias – trabalhando no projeto de novos produtos ou de embalagens – e agências de publicidade.

Onde está o emprego: São Paulo ainda concentra o maior número de vagas, mas há boas oportunidades também no Rio de Janeiro. Salário inicial na faixa dos R$ 1.500 reais.

Fotografia

Os fotógrafos profissionais fazem da captura de imagens o seu meio de vida. Seja trabalhando para um único empregador, ou para vários, uma coisa é certa: rotina é uma palavra que dificilmente fará parte do dia a dia desse profissional.

Além disso, o tecnólogo em Fotografia também produz, cria e dirige trabalhos fotográficos ou em vídeo; elabora projetos na área audiovisual; coordena equipes de produção e empreendimentos; domina conceitos em hipermídia; projeta e instala arquivos em fotografia e material iconográfico; e desenvolve e aplica técnicas para recuperar e conservar fotografias, cromos e vídeos, e para produzir efeitos especiais em fotos.

“O melhor de tudo é que a gente conhece o mercado de trabalho antes de se formar, porque o curso nos oferece esse contato”, opina Rodrigo Valle, 26 anos, estudante do Curso Superior de Tecnologia em Fotografia e Imagem da Faculdade Cambury, em Goiânia (GO). Embora o aluno também aprenda muita teoria, a maioria das aulas são práticas e acontecem em laboratórios e estúdios fotográficos. Os temas abordados vão desde os princípios básicos de fotografia e filosofia da imagem até direção e produção em vídeo. Os alunos também têm contato com conceitos de computação gráfica, para aprender a tratar imagens digitais. “Nós oferecemos as ferramentas, mas estimulamos o aluno a refletir, para que ele comece a andar com as próprias pernas”, explica a coordenadora do curso, Márcia Brisolla. Para ela, embora o campo de atuação seja amplo, profissionais que possuam conhecimentos mais abrangentes e dominem as técnicas de manipulação de imagens têm mais chances de sucesso.

As novas tecnologias também foram benéficas para o profissional de Fotografia que, com a chegada da era das câmeras digitais, ganhou mais uma ferramenta de trabalho. Porém, se a necessidade de revelar filmes foi abolida pela tecnologia, outras surgiram. “Além da câmera, o fotógrafo precisa de um bom computador para tratar e arquivar as imagens digitais, programas, uma impressora especial e vários tipos de lentes”, enumera o fotógrafo Érico Padrão, de 26 anos. “Além disso, a tecnologia é muito rápida e todos os dias surgem câmeras novas e mais potentes ou adequadas para cada tipo de foto.

Para conseguir fazer bons trabalhos, é preciso investir”, diz. Érico também dá a dica para quem está começando agora na carreira: “Fotografar profissionalmente é fascinante e pode ser muito gratificante, mas o começo é bem difícil. O mercado está um tanto saturado e é preciso buscar novos clientes constantemente. Mas depois que você monta um portifólio confiável, conquista uma boa clientela e forma uma carteira de contatos, não fica sem trabalho”.

Onde está o emprego: O mercado ainda é mais aquecido nas capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas as cidades do interior também estão crescendo e abrindo oportunidades para esse profissional. Salário inicial em torno de R$ 1.500.

Moda

O espírito fashion contaminou o mundo. Hoje, moda é assunto para modelos, rappers, surfistas, executivos, estudantes, roqueiros... Transformou-se em uma forma democrática de demonstrar atitude, gosto e preferências. E o Brasil ganha cada vez mais espaço nesse mundo. Além de termos a modelo Gisele Bündchen, diversas regiões do país estão se transformando em pólos de moda, e os desfiles de grande porte, como Fashion Rio e o São Paulo Fashion Week, acontecem pelo Brasil afora.

No meio dessa revolução toda, claro que designers de moda ganham cada vez mais espaço e são extremamente necessários para as confecções que buscam diferenciais. Tanto que muitas faculdades abriram cursos nessa área, cuja procura só aumenta. No Centro Universitário Unieuro, de Brasília (DF), por exemplo, o número de alunos do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda cresceu 69,4% de dezembro de 2006 a abril de 2007. “Até pouco tempo, a capital federal não dispunha de profissionais dessa área. Hoje, conta com estilistas formados e o caminho natural é a cidade tornar-se um pólo de criação”, comenta a coordenadora do curso, Maria de Fátima da Silva. “O tecnólogo é essencial em moda, é um especialista nos artigos e materiais utilizados, cria e produz peças, além de atuar na administração dessa indústria, criando, coordenando e orientando a produção de coleções”, completa.

No curso de Tecnologia em Produção do Vestuário da Faculdade Senai de São Paulo, o foco é na gestão dos processos industriais da moda. “Durante muito tempo, o processo de fabricação e comercialização de roupas e artigos de moda foi gerenciado por engenheiros de produção ou administradores, profissionais que não se adequavam ao mercado da moda, que é cheio de particularidades”, revela Edmundo Pedro, coordenador do curso. Em suas turmas, no entanto, há muitos alunos que já atuam na área e buscam uma formação mais completa, para se tornarem gestores com visão ampla de produto, processo e mercado. “Procuramos capacitá-los para gerenciar todo o processo produtivo ligado ao vestuário”, diz. Para concluir a graduação, o estudante precisa cumprir 400 horas de estágio supervisionado.

O tecnólogo em moda, um especialista nos artigos e materiais utilizados por essa indústria, basicamente cria e produz peças de vestuário. Mas, ele também atua na administração de projetos de confecção, na análise da viabilidade técnica desses projetos e na seleção dos materiais mais adequados para as coleções, bem como na definição de cores, tendências e acabamentos para a fabricação em série.

Onde está o emprego: As melhores regiões para trabalhar ainda são o Sul e o Sudeste, onde se concentram quase 80% das unidades de produção, de acordo com dados do Senai. O salário do iniciante é bastante variável, mas a média fica em torno de R$ 1.500. Boa parte do mercado é composta por pequenas e médias empresas, que se baseiam no trabalho informal.

Música

Nos estúdios de gravação e produtoras que fazem comerciais para TV e rádio estão as melhores oportunidades para esse tecnólogo. Ele é contratado, geralmente como autônomo, para fazer produção musical, sonorização de imagens e produção de jingles e vinhetas. Mas há ainda outras oportunidades, porque esse profissional alia a habilidade musical com o domínio de ferramentas tecnológicas para compor, arranjar e produzir obras musicais. Com isso, está apto para produzir o trabalho artístico de outros artistas e escrever partituras para editoras de registro musical e para orquestras.

Diferentemente do bacharelado e da licenciatura, que são cursos mais abrangentes, o de tecnologia em Música tem o foco voltado para a música comercial e popular. Disciplinas mais técnicas, como gravação e digitalização de áudio e recursos computacionais aplicados à música, colocam o aluno em contato com a prática em estúdio.

Onde está o emprego: O mercado mais aquecido é o do eixo Rio-São Paulo, por concentrar número grande de emissoras, produtoras e gravadoras. Mas há boas perspectivas no interior paulista, por causa da proliferação de estúdios independentes. O salário médio inicial é de R$ 1.000

Produção de Música Eletrônica

A cultura da música eletrônica deixou de ser alternativa e DJs e produtores musicais ganharam status de celebridade. Percebendo essa tendência, a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, formou em fevereiro de 2007 a primeira turma do Curso Superior de Tecnologia em Produção de Música Eletrônica. São profissionais especializados em criar trilhas sonoras utilizando softwares, samples de áudio e instrumentos virtuais.

Leonardo Vergueiro, coordenador do curso, explica que o meio de criação e de produção é eletrônico e digital, mas que a música eletrônica não é feita, necessariamente, para dançar. “Atualmente, é possível produzir qualquer estilo de música no computador”, completa.

O coordenador conta, ainda, que o tecnólogo em produção de música eletrônica é, geralmente, um apaixonado por esse estilo musical e por tecnologia. No dia-a-dia, trabalha com o computador e com um teclado que controla todos os softwares e instrumentos virtuais, que são suas ferramentas de trabalho.

O profissional pode atuar em emissoras de TV e rádio, produtoras de eventos e estúdios de áudio que prestam serviços para o mercado publicitário e cinematográfico. Também pode abrir a própria empresa e produzir arranjos e realizar gravações, mixagens e masterizações para músicos e cantores, bem como sonorizar e criar trilhas para filmes, desfiles de moda, websites e por aí afora. Outra alternativa, ainda, é se apresentar como DJ e produtor de música eletrônica para pistas de dança em eventos, raves, casas noturnas e qualquer outro lugar que necessite desse profissional. Outro meio que precisa de DJs e produtores são as empresas que fabricam softwares e equipamentos para esses dois públicos.

O profissional também tem a possibilidade de se envolver com o desenvolvimento de novos equipamentos, instrumentos, softwares e interfaces de controle de produção sonora. “O mercado valoriza pessoas criativas, talentosas e esforçadas”, avisa Leonardo. “O produtor, antes de tudo, é um pesquisador que está sempre antenado com as outras formas de arte, para trazer novas idéias ao seu trabalho,” finaliza.

Onde está o emprego: Nas regiões Sul e Sudeste encontram-se os melhores salários, mas a concorrência é bem grande. Já nas outras regiões do Brasil há mais ofertas de trabalho, por salários menores. Salário inicial, nas grandes cidades, em torno de R$ 1.000.