Em julho de 2007, o MEC divulgou a atualização do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, guia criado em 2006 com o objetivo de organizar e orientar a oferta desses cursos. O documento, disponível no site www.mec.gov.br, apresenta infra-estrutura e carga horária mínima de 98 cursos de graduação tecnológica, organizados em 10 áreas de formação. A seguir, mais informações sobre este importante guia.
O que é o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia?
É um documento que traz informações sobre cada um dos cursos tecnólogos que são oferecidos no país, com denominação, descritivo, carga horária mínima e infra-estrutura recomendada, além de outros detalhes. Dessa forma, os cursos são mais bem difundidos e explicados para alunos, pais, professores, instituições de ensino e a sociedade em geral.
Por que o MEC produziu esse catálogo?
No início dos trabalhos de elaboração, encontramos cerca de 3.500 cursos de tecnologia em oferta no país, com 1.800 denominações diferentes, o que gerava uma confusão de nomes e siglas. Procuramos sistematizar denominações semelhantes, agrupar perfis profissionais afins e prover o sistema de avaliação da educação superior de parâmetros apropriados para a elevação da qualidade. Essas foram as mais importantes motivações para a construção do Catálogo.
Como ele foi elaborado?
Primeiro, sistematizamos os dados de 3.500 cursos em oferta e alinhamos as 1.800 diferentes denominações por perfil profissional. Para isso, mobilizamos um grande grupo de professores e especialistas de cada área, que elaboraram a versão preliminar do Catálogo. Então, colocamos o documento em consulta pública na página do MEC por um mês. Só aí fizemos a versão final para apresentação à sociedade.
Como ele é atualizado?
A previsão é de que ele seja revisto anualmente, para acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico e a oferta de novos perfis profissionais. Durante os meses de agosto e setembro, ele receberá contribuições da sociedade por meio da internet e uma comissão sistematizadora, formada por especialistas da área, proporá as alterações conforme as demandas, verificando sua pertinência e amparo legal. Após isso, haverá a apreciação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica ou do Conselho Nacional de Educação.
O Catálogo auxilia o aluno na escolha do curso?
Claro, porque ele traz um descritivo muito acessível sobre cada curso. Isso permite que o estudante interessado possa ter uma noção clara do que estudará e das possibilidades de atuação profissional.
É interessante também para o empregador?
Certamente, pois o empregador poderá ver quais as ofertas de profissionais especializados e recrutar os que lhe podem ser úteis ou, ainda, capacitar seus funcionários com esses cursos, que produzem profissionais de nível superior mais sintonizados com as novas demandas técnico-científicas do que a graduações tradicionais. Além disso, muitas atribuições profissionais dos tecnólogos não são exercidas por quaisquer outros profissionais de nível universitário. O catálogo esclarece tais atribuições para que os gestores de recursos humanos formem seu conjunto de trabalhadores de forma mais pertinente às suas necessidades empresariais.