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Tecnólogos com grife: as melhores escolas

Estudar em instituições de renome é um caminho mais curto para o emprego e o sucesso na carreira

O prestígio da instituição onde se conclui um curso superior não é, certamente, garantia de emprego. Mas que isso abre portas, lá isso abre. Poucos empregadores confessam, mas dar preferência a profissionais vindos de boas faculdades é uma prática muito comum. Afinal, concluir um bom curso significa ter tido contato com professores gabaritados e acesso a um ensino de qualidade.

Três escolas são referência quando se fala de cursos tecnólogos e seqüenciais no país: as Faculdades de Tecnologia (Fatecs), mantidas pelo governo do Estado de São Paulo; os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), mantidos pelo governo federal; e a Faculdade IBTA, instituição particular, que, apesar de existir há apenas seis anos, tem o reconhecimento unânime do setor educacional especializado em cursos tecnólogos.

Essas três instituições diferenciam-se por reunir tudo o que há de mais importante para ser rapidamente absorvido pelo mercado. A começar pela excelente estrutura para as aulas práticas e as parcerias para promoção da inserção de seus alunos no mercado de trabalho. Além disso, contam com especialistas para dar treinamento e capacitação, organizam visitas a campo, convidam profissionais da área para dar palestras e exigem bastante comprometimento dos alunos.

Fatecs

As Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo estão distribuídas por 27 municípios do estado e oferecem 31 cursos. Com mais de três de décadas de existência, elas são administradas pelo Centro Paula Souza, uma autarquia do governo estadual, e totalmente gratuitas. “Em geral, cada Fatec tem apenas um ou dois cursos e é estruturada de acordo com a grade curricular que oferece”, explica o coordenador executivo do vestibular das Fatecs, João Mongelli Neto. Mas a da cidade de São Paulo, uma das mais antigas, tem dez cursos diferentes, três unidades de ensino e 5.500 alunos matriculados.

Os cursos duram três anos e exigem bastante dos alunos, em aulas teóricas, práticas e análises de casos. Para viabilizar um ensino de qualidade, a escola se preocupa em investir na atualização da grade curricular. “Mas, como qualquer órgão público, fica a desejar em termos de infra-estrutura”, critica Leonardo Ferro Januário, 23 anos, aluno do Curso de Tecnologia em Processamento de Dados (Análise e Desenvolvimento de Sistemas) da Fatec-SP. “Às vezes, os computadores demoram um tempão para executar uma operação simples, por exemplo, e a biblioteca tem dificuldade em atender à alta demanda de alunos. Em compensação, os professores são excelentes”, diz.

Os anos de tradição renderam à Fatec um nome forte e reconhecido pelo mercado. O seu vestibular é bastante concorrido, com uma média de oito candidatos por vaga. “Os cursos mais prestigiados, como os da área de informática, chegam a ter mais de 20 candidatos por vaga”, esclarece Neto. O vestibular para preencher as 4.210 vagas disponíveis acontece duas vezes por ano.

Como o Centro Paula Souza mantém convênios com empresas e pólos de desenvolvimento regionais, os formandos têm boas chances de conseguir emprego na cidade em que vivem. A instituição também possui parcerias com outras escolas, como a Universidade de São Paulo (USP), para potencializar a estrutura para os estudos. “Temos um convênio com a Escola Politécnica da USP para o uso do laboratório de sistemas integráveis pelos alunos do curso de Materiais, Processos e Componentes Eletrônicos da Fatec”, exemplifica Neto.

Pontos fortes

* Alta tradição em curso tecnólogo
* Parcerias regionais para inserção de alunos no mercado de trabalho
* Qualidade do corpo docente
* Instituição pública e gratuita
* Parcerias com instituições de ensino estaduais, como a USP, para uso de sua infra-estrutura

Cefets

Os Centros Federais de Educação Tecnológica são regulamentados pelo governo federal e diretamente ligados ao Ministério da Educação. Há 33 unidades espalhadas pelo país, mas, devido à demanda e ao sucesso da experiência, existe a previsão de que, até 2010, sejam criados mais 117 – sendo 12 só em São Paulo.

A infra-estrutura é um dos pontos fortes dos Cefets. “Os cursos contam com laboratórios que se tornaram famosos, tamanha a sofisticação. Também há bibliotecas, centros de esportes e o Serviço de Integração Escola Empresa”, comenta o professor Carlos Frajuca, diretor de ensino da instituição. O Serviço de Integração Escola Empresa consiste em acordos entre a instituição e as empresas da região, que absorvem os estudantes como estagiários.

Outro diferencial é o fato de estar em sintonia com os mercados regionais. Se as empresas das cidades do entorno estiverem carentes de algum tipo de profissional, o Cefet pode abrir cursos com o objetivo de formar pessoas para ocuparem essas vagas de trabalho. Foi assim que nasceu o curso de Viticultura e Enologia (Produção de Bebidas), oferecido pelo Cefet de Bento Gonçalves, região famosa por produzir os melhores vinhos do Brasil.

“Como os cursos são relativamente novos, eles já seguem a nova legislação, com carga horária diferenciada”, comenta Frajuca, ressaltando outros diferenciais do Cefet. “A grade currícular, por exemplo, é flexível. O aluno não precisa, necessariamente, terminar o curso para poder atuar”, afirma. Isso é possível graças às certificações parciais, que são novidade. Elas atestam aptidões focadas em áreas específicas, como programador de microcomputadores, eventos e desenvolvedor de sistemas. O conjunto dessas certificações, mais o estágio, é que leva ao diploma. Isso dá liberdade ao aluno para mudar a ordem dos cursos, a fim de obter primeiro as certificações que mais lhe interessam.

Pontos fortes

* Flexibilidade da grade curricular
* Certificações parciais
* Instituição pública e gratuita
* Isenção de taxa de vestibular para estudantes de baixa renda

Faculdade IBTA

Fundada em 2001, a Faculdade IBTA conseguiu uma façanha da qual poucas instituições podem se gabar: consolidou-se no mercado em pouquíssimo tempo de existência. Hoje, conta com campi nas cidades de São Paulo, Campinas e São José dos Campos (SP). Fortemente focada na área de tecnologia, a escola mantém parcerias com empresas de destaque no mercado, como IBM, Oracle, Microsoft, Sun, Cisco Systems, Banco Real e DHL Logística, proporcionando aos alunos contato com cases empresariais e com os conceitos mais modernos de tecnologia.

O IBTA também foi a primeira instituição privada a ter autorização e reconhecimento com conceito A do Ministério da Educação para todos os cursos e a única instituição de ensino brasileira com conceito máximo de projeto pedagógico nessa modalidade. Para manter o nível de qualidade, a escola não abre mão do vestibular, com várias etapas, que cobra bom resultado. “Os alunos que vêm para cá têm de estudar de verdade, não tem meio termo”, avisa Francisco Carlos d’Emilio Borges, diretor acadêmico da Faculdade IBTA.

O programa de ensino da instituição prevê que 30% das aulas devem ser práticas. Por isso, o IBTA possui cerca de 40 laboratórios, renovados a cada três anos. “No mínimo 60% do equipamento é trocado periodicamente”, esclarece Borges. Os professores também são valorizados, e a faculdade exige deles um alto nível de preparação – todos precisam ser, no mínimo, pós-graduados e atuantes no mercado de sua área de ensino.

Outro ponto forte é o IBTA Carreiras, um departamento de orientação profissional, exclusivo aos alunos e ex-alunos. Lá os estudantes recebem ajuda para planejar suas carreiras e definir os objetivos e as estratégias para buscar novas oportunidades de emprego. Além de cursos e workshops, o IBTA Carreiras coordena também o Programa Bolsa Desemprego, criado para apoiar os alunos que perdem o emprego a continuar seus estudos. É dado um desconto de até 100% no valor da mensalidade por um período de até três meses.

“Nós não queremos que o aluno seja estagiário, mas sim empregado. E sabemos que isso é possível, já que o nosso objetivo é formar profissionais capazes de efetivamente resolver os problemas do mercado”, enfatiza o diretor. Ele esclarece, ainda, que 80% dos alunos saem empregados da faculdade, e a maioria é selecionada enquanto ainda está fazendo o curso.

Pontos fortes

* Grande investimento em instalações e laboratórios para aulas práticas
* Forte apoio à inserção do aluno no mercado
* Parcerias com empresas renomadas na área de tecnologia da informação

Como escolher uma boa escola

Com tantas ofertas pipocando, fica realmente difícil decidir-se por uma ou outra instituição. Mas a escolha precisa ser levada muito a sério, porque pode determinar o futuro na carreira. Segundo Paulo Roberto Wollinger, coordenador geral de regulação da Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, uma instituição de ensino realmente confiável deve oferecer um corpo docente com formação acadêmica e experiência no mercado e uma estrutura de biblioteca e laboratórios gerais e específicos. “Mas todos esses recursos só viabilizam um centro de excelência se forem articulados com um projeto pedagógico que inclua as definições das diretrizes curriculares das graduações tecnológicas, além do emprego das novas tecnologias educacionais”, ressalta.

Ele conta que a Secretaria avalia anualmente cerca de 800 dos 3.800 cursos superiores de tecnologia ofertados no Brasil hoje. “Esse número deve aumentar na medida em que a oferta de graduações tecnológica se expande.”

Confira aqui algumas dicas que podem ajudar o aluno a certificar-se de sua escolha:

* Verifique se a instituição está cadastrada no MEC
* Se for uma faculdade, o curso deverá ter sido autorizado pelo MEC. Um centro universitário ou universidade têm autonomia para a implantação de curso
* Visitar a página eletrônica da instituição é um bom começo para buscar e conferir informações
* Desconfie da instituição quando a propaganda for baseada na curta duração do curso
* Visite a escola, especialmente o local em que seu curso será oferecido, conferindo a qualidade da biblioteca, laboratórios, salas de aula e demais espaços. As instituições de maior destaque promovem visitas orientadas, com palestras e exposição sobre escolha de carreiras
* Converse com alunos do curso em que está interessado