Curta Duração

Todos os campos são obrigatórios

Serviços

O setor de serviços é o que mais gera empregos e precisa cada vez mais de profissionais especializados

A última década foi especialmente significativa para o Brasil em relação ao setor de serviços. Ele ganhou mais espaço em diversas frentes e foi, em grande parte, impulsionado pelo fim dos monopólios estatais em áreas, como telecomunicações e energia. As cifras do setor, que já eram altas, tornaram-se impressionantes. Segundo o IBGE, em 2006, o país faturou R$ 1.278,8 bilhão neste setor, o equivalente a 64% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, número maior do que setores representativos para a economia brasileira, como a indústria e a agricultura. A área também foi responsável pela geração de mais de 500 mil vagas formais de emprego no Brasil.

As mudanças trouxeram a demanda por especialização. Pessoas que atuavam nessas áreas e sequer contavam com diploma de ensino médio precisaram buscar melhor formação. Para ascender na carreira, a exigência do diploma superior tornou-se regra. Com mais campo, novas empresas surgiram e passaram a brigar por consumidores. E quem tem os melhores profissionais, sai na frente.
Outros fatores levaram ao incremento desse setor. Um deles foi a tendência à terceirização dos serviços. Para buscar maior eficiência e menor custo, muitas empresas ligadas à indústria e ao agrobusiness passaram a repassar para empresas de prestação de serviço atividades que se encontravam em seu escopo principal. Outro motivo determinante para a importância da área de serviços crescer foi de ordem comportamental. Em geral, hoje gasta-se mais com beleza, segurança, decoração, atendimento – e tudo isso é prestação de serviço. Nem é preciso dizer que, diante desse cenário, cursos superiores de curta duração com foco nesse setor proliferam em diversos pontos do país, e as perspectivas de trabalho são muito boas.

Aeronáutica

O tecnólogo em Aeronáutica tem boas alternativas de atuação. Ele participa do desenvolvimento de projetos e da fabricação de equipamentos e aeronaves na indústria aeronáutica. Mas pode, ainda, seguir carreira de piloto privado (desde que tire o brevê, concedido pelo Departamento de Aviação Civil) ou cuidar da manutenção de aeroportos e do gerenciamento das operações em hangares, terminais de carga e pistas de pouso e decolagem. A pesquisa científico-tecnológica e a inspeção de operações aéreas são outras opções.

As amplas possibilidades de atuação desse profissional exigem formação ao mesmo tempo teórica, prática e experimental. Na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), por exemplo, há três habilitações: manutenção de aeronaves, gestão de aviação civil e pilotagem profissional. Já outros cursos são mais voltados para áreas gerenciais. Seja como for, o estudo de línguas, física, matemática e mecânica, entre outras disciplinas básicas, ocupa boa parte da carga horária. A parte prática compreende atividades em laboratórios de física, computação, materiais, mecânica de fluidos e simulação.

Onde está o emprego: Os principais empregadores são as companhias de táxi aéreo que operam no eixo Rio-São Paulo. No Rio de Janeiro (principalmente na região de Campos) e na Baixada Santista, no litoral paulista, há boas chances em empresas especializadas no transporte de funcionários de plataformas petrolíferas. A aviação agrícola é outra oportunidade, principalmente nos estados do Sul. O salário médio inicial gira em torno de R$ 2.000.

Conservação e Restauro

Boa parte da história do homem e do mundo sobrevive na forma de obras de arte e de construções centenárias, sujeitas à ação de agentes como a água, o vento, a temperatura e o próprio homem, que causam desgastes constantes a eles. O cuidado com essas peças deve ser ininterrupto e sempre contar com profissionais especializados, que entendam dos materiais e das possibilidades de reparos sem alterar a obra.

Para isso existe o restauro. É um trabalho muito antigo, realizado com tamanho cuidado e dedicação que muitas vezes é comparado à ação de um artista. Ele exige técnicas delicadas, minuciosas, que envolvem muitos conhecimentos. Naturalmente elas têm evoluído muito nos últimos tempos, assim como os materiais necessários, possibilitando resultados incrivelmente próximos do original. Mas, para isso, é preciso um profissional muito bom.

“O tecnólogo em Conservação e Restauração de Imóveis faz tanto intervenções conceituais quanto técnicas. Realiza, por exemplo, pesquisas de edificações com valor cultural, elabora projetos de restauração e está sempre pronto a colocar a mão na massa”, comenta Maria Cristina Rocha Simão, professora do curso do Centro Federal de Educação Tecnológica de Ouro Preto (Cefet-Ouro Preto), cidade cujo conjunto artístico e arquitetônico elevou-a à categoria de patrimônio histórico da humanidade.

Esse profissional costuma trabalhar em cidades históricas, museus ou até em grandes empresas, neste caso como especialista em conservação preventiva em novos empreendimentos. O importante é nunca ficar restrito ao aspecto técnico da atividade. Para ser bom, ele deve conhecer a fundo o contexto histórico da obra ou da construção, para estabelecer estratégias adequadas para a conservação e, se necessário, a restauração, dentro dos princípios da preservação. Edificações, por exemplo, necessitam de manutenção constante, além de reparos periódicos. O tipo de restauração que pode ser efetuada depende também da necessidade e do histórico do prédio. O papel do profissional de Conservação e Restauro é identificar qual a melhor opção.

De acordo com Maria Cristina, a área de restauração e conservação de bens imóveis é multidisciplinar: arquitetos, engenheiros, arqueólogos e historiadores trabalham nos mesmos projetos. “Nesse sentido, o tecnólogo tem uma formação muito interessante, porque ele sintetiza conhecimentos de todas essas áreas, com foco na conservação e restauração, que será sua grande preocupação durante os três anos de curso”, comenta. “Quanto mais o mundo se conscientiza da necessidade de se preservar as obras que os homens deixam no planeta, mais aumenta a importância do trabalho desse profissional.”

Onde está o emprego: Cidades históricas, como Parati (RJ) e Ouro Preto (MG); museus, construtoras e empresas de arquitetura dos grandes centros urbanos. Salário médio inicial: R$ 1.400.

Construção Civil

É fato: as cidades estão se transformando e se tornando cada vez mais verticais. A falta de espaço faz com que bairros inteiros sejam reconstruídos para dar lugar a grandes edifícios – e, nessa onda, o tecnólogo em construção civil encontra seu lugar ao sol. Ele gerencia, planeja, orienta e fiscaliza o desenvolvimento do processo de construção de edifícios. Seu trabalho pode ser aplicado em diversas etapas do processo, do acompanhamento do cronograma da obra ao gerenciamento dos resíduos gerados.

No Centro Superior de Educação Tecnológica (Ceset) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, há duas modalidades de curso voltadas para o setor: Edifícios e Obras de Solo e Pavimentação, ambos com carga horária de 2.400 horas e quatro anos de duração. Os cursos formam profissionais capazes de fiscalizar o andamento das atividades no canteiro de obras, bem como coordenar o trabalho dos empregados e controlar materiais e processos utilizados na construção. “A capacidade desse tecnólogo vai além do trabalho no canteiro de obras. Ele tem condições, inclusive, de ter sua própria empresa prestadora de serviços de mão-deobra”, analisa José Geraldo Pena de Andrade, coordenador do curso.

Para dar respaldo a essa formação, a universidade enfoca disciplinas como hidráulica, geologia, estudo dos materiais e elétrica. De acordo com o coordenador José Geraldo, aulas em laboratório, visitas técnicas a empresas e canteiros de obras são essenciais, dado o foco altamente prático do curso. Esse enfoque ajudou o paulistano Anderson Stabile, 34 anos, a ingressar na profissão que sempre desejou. “Meu objetivo sempre foi cursar Engenharia, mas, na época, eu não podia arcar com os custos”, conta Anderson, que optou pelo tecnólogo em Construção Civil (Edificações) da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP). “Assim que entrei, comecei a trabalhar na área. Quando me formei, em 1994, continuei atuando na Engenharia e pude pagar meu bacharelado – que complementou minha formação de tecnólogo”, finaliza.
Onde está o emprego: O Sudeste ainda concentra o maior número de vagas, mas anda saturado, o que pode redundar em salários menores. No interior de estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, há ótimas oportunidades. O salário médio inicial está na faixa dos R$ 1.500.

Estética e Cosmetologia

“O tecnólogo em estética domina a arte de cuidar da aparência do outro”, define Andrea Biocalti, coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmetologia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (SP). Embora existam profissionais com esse foco no mercado há séculos, o reconhecimento oficial da atividade no país ocorreu há pouco tempo. É um mercado crescente, cheio de potencial, que está atraindo cada vez mais investidores e criando o interesse em cursos de especialização.

Profissionais com formação em Estética e Cosmetologia aprendem a utilizar produtos, equipamentos e técnicas voltados para a beleza, e a desenvolver habilidades de gerência de estabelecimentos nessa área. Por isso, durante os quatro semestres do curso da Anhembi Morumbi, o aluno têm aulas de terapias estéticas de diversos tipos, além de fundamentos de psicologia, gestão em saúde e segurança de produtos estéticos.

Os cursos dessa área são bastante procurados por profissionais que já atuam na área de beleza, mas sentem falta de conhecimento acadêmico, como Francislaine Moreli Borges, de 19 anos, aluna do curso seqüencial da Universidade de Franca (Unifran), no interior de São Paulo. Ela acredita que o curso superior lhe permitirá aprofundar-se em temas que já conhece e ampliará as oportunidades de trabalho. “As aulas práticas são excelentes para desenvolvermos nossas habilidades, enquanto as teóricas oferecem uma ótima noção de mercado e tendências”, afirma. O curso, com duração de dois anos, exige a realização de estágio supervisionado de 40 horas por semestre.

Depois de formado, esse profissional está apto a atuar em clínicas de estética, spas, hotéis, navios (em cruzeiros, que oferecem esse tipo de serviço), clínicas médicas e hospitais. Ao acumular experiência, também pode investir em um negócio próprio.

Para facilitar o contado do estudante com o mercado de trabalho, a Anhembi Morumbi, por exemplo, possui parcerias com empresas nacionais e internacionais do ramo de cosméticos. “Todas as empresas efetuam plantões semanais em nossas instalações, divulgando as novidades do mercado da beleza, os melhores eventos em estética e cosmetologia, bem como cursos específicos e ainda oportunidades de trabalho e estágios na área”, finaliza a coordenadora Andréa.

Onde está o emprego: São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior número de clínicas estéticas, mas há oportunidades surgindo em demais regiões do país, como o Centro-oeste e o Sul. O salário médio inicial é de 900 a 1,5 mil reais.

Gestão da Qualidade

Este profissional acompanha os processos de produção industrial, a rotina de trabalho e a prestação de serviços em empresas de diversos setores, em busca de maior qualidade e produtividade. Ele trabalha tanto em fábricas quanto em estabelecimentos comerciais, instituições financeiras e empresas prestadoras de serviços, para garantir que sejam cumpridos padrões de normalização e metrologia internacionais. Pode especializar-se em auditorias para órgãos internacionais que emitem as certificações de qualidade, como as da série ISO.

Vale lembrar que algumas escolas mantêm o curso mais voltado para a qualidade de serviços, enquanto outras enfatizam a formação industrial. Os cursos que enfocam a área de inspeção de equipamentos, por exemplo, preparam o aluno para atuar em indústrias de diversos segmentos, como automotivas, químicas, petroquímicas e do setor metal-mecânico.

Onde está o emprego: A especialização em normas de qualidade internacional, como a ISO, amplia as possibilidades de emprego. Há demanda no país inteiro, mas a procura é maior nas regiões que concentram pólos industriais, como a Sul, a Sudeste e o estado da Bahia. O salário médio inicial é de R$ 1.300.

Negócios Imobiliários

O tecnólogo em Negócios Imobiliários deve garantir ao cliente ou à empresa em que trabalha bons contatos e boas condições de pagamento em suas negociações. Ele analisa os pontos favoráveis e as desvantagens em venda, compra, permuta, locação de imóveis e administração de condomínios. Com isso, elabora planos de ação para o melhor aproveitamento da oferta e da procura no mercado imobiliário, orientando desde a escolha do terreno até as condições de ocupação do bairro ou região onde o imóvel está localizado. Atua na indústria de construção civil, em empresas imobiliárias, em administradoras de imóveis, em condomínios, em escritórios de corretagem e de advocacia, na área imobiliária, e em incorporadoras.

Além de economia, administração e direito, o currículo do curso inclui disciplinas das áreas de contabilidade, legislação social, orçamentos e pesquisa de mercado. As específicas estão voltadas para três modalidades de direito (comercial, imobiliário e urbano), além de avaliação de imóveis e política urbana (urbanização e loteamento).

Onde está o emprego: O grande número de lançamentos de condomínios e edifícios residenciais e comerciais em São Paulo e no Rio de Janeiro representam as melhores oportunidades de trabalho para esse tecnólogo. A Região Sul, principalmente o litoral de Santa Catarina, também é um mercado bastante aquecido. A média salarial inicial é de R$ 1.500 mensais. Se for comissionado, o profissional recebe entre 5% e 10% do valor do negócio fechado.

Paisagismo

A especialidade desse tecnólogo é planejar e executar projetos de áreas verdes, em propriedades privadas, como residências e condomínios, e em áreas urbanas, como parques, praças e jardins. Escritórios de arquitetura e paisagismo, construtoras e condomínios são os maiores empregadores desse tecnólogo, que atua, na maior parte das vezes, como autônomo. Com conhecimento de folhagens, flores e das propriedades do solo, esse profissional determina o que será plantado, cuidando da preservação da natureza. Costuma trabalhar em conjunto com arquitetos, em prefeituras, escritórios de arquitetura, empresas de paisagismo ou ainda em projetos particulares.

No curso, a maioria das matérias é prática, como preparo do solo, plantio e nutrição das plantas. Entre as teóricas, estão administração ambiental, botânica, ecologia aplicada, hidrologia e climatologia e paisagismo.

Onde está o emprego: O mercado é mais aquecido nos estados do Sul e do Sudeste. Um campo de trabalho em ascensão é o de produção de mudas e plantas ornamentais. A maior demanda, nesse caso, está na região de Holambra, interior de São Paulo, e nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O salário médio inicial é de R$ 1.200.

Secretariado

O profissional que sabe administrar um escritório e cuidar de todas as rotinas relacionadas a ele – como controlar o fluxo de documentos, gerenciar agendas e contatos, preparar orçamentos e organizar eventos – é extremamente valioso nos dias de hoje. A gestão profissional das empresas exigiu que os executivos se tornassem cada vez mais organizados para lidar com os funcionários, fornecedores, clientes e processos administrativos. Além disso, nas grandes corporações, é comum a existência de muitas áreas e diretorias diferentes. Daí a necessidade de um profissional que possa fazer a integração entre as diversas áreas e pessoas – o secretário.

Este tecnólogo pode trabalhar em empresas privadas e públicas dos mais diversos setores. Como os cursos nessa área têm grande enfoque em administração, ele também adquire conhecimentos suficientes para montar e gerir seu próprio negócio. No curso tecnólogo do Centro Universitário Nove de Julho (Uninove), em São Paulo (SP), por exemplo, o aluno tem aulas de administração financeira, psicologia organizacional e contabilidade. Há ainda aulas de português e inglês com foco no ambiente empresarial, domínios essenciais para conseguir um bom cargo na área.

Com um enfoque ainda mais específico, o Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) montou a grade curricular da graduação tecnológica em Secretariado visando atingir profissionais com uma meta específica: trabalhar em secretarias de escolas e centros acadêmicos universitários. “Muitos professores tinham o desejo de mudar de carreira, mas não queriam se afastar do mundo acadêmico. Eles formam boa parte do nosso público”, esclarece Solange Campos, coordenadora do curso. Ela revela, ainda, que a graduação também ajuda a profissionalizar o pessoal do setor, que muitas vezes não tem formação superior. “Quase 85% dos alunos já atuam em secretarias escolares”, afirma.

Onde está o emprego: Escritórios, empresas de pequeno, médio e grande porte, instituições educacionais e públicas e consultorias. Salário médio inicial em torno de R$ 1.500. 

Segurança

A busca por serviços especiais de segurança, infelizmente, só aumenta no país, especialmente nas grandes metrópoles, onde cidadãos e empresas sentem-se acuados e amedrontados com o crescimento da violência. Os investimentos públicos aumentam a cada ano, mas faltam pessoas bem preparadas para atuar.

Para tentar reverter esse quadro, os cerca de 40 cursos dessa área capacitam o aluno para apontar as possíveis causas dos problemas nos sistemas de segurança e elaborar melhorias. Além disso, o estudante também é preparado para gerenciar negócios de segurança patrimonial e pessoal, supervisionar equipes, realizar inspeção e auxiliar empresas na implantação de políticas de segurança.

No Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm-Ulbra), o Curso de Tecnologia em Gestão de Segurança Pública e Privada já formou 90% dos diretores dos presídios do Amazonas, além de vários policiais. Quem fornece os dados é o coordenador do curso, Daniel Dias Filho, que acrescenta: “No Brasil há um mercado muito promissor para essa área. As pessoas estão procurando qualidade nos serviços referentes à segurança”. Ele acredita que atualmente a discussão em torno da segurança progrediu e há uma preocupação maior com a integração entre os diversos setores. “É o que chamamos de segurança integrada, que engloba segurança, saúde ocupacional e meio ambiente”, explica. O curso da Ulbra, segundo o coordenador, aborda esses aspectos, evidenciando a discussão da sustentabilidade ambiental, já que as pessoas cada vez mais procuram empresas que demonstrem preocupação com o meio ambiente.

Já na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, o curso ministrado pelo Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte) tem outro perfil. “A própria situação do país, com a escalada da violência, pediu a criação do Curso de Gestão de Segurança Privada, que, com uma carga horária de 1.600 horas, visa formar administradores de empresas desse ramo”, explica o coordenador Pedro Henrique Rodrigues Dias. “Nós não formamos seguranças, mas profissionais preparados para liderar uma equipe, com conhecimentos para ocupar cargos de supervisão e coordenação e criar projetos de segurança”, afirma. Segundo ele, os alunos do curso geralmente já atuam na área, caso dos policiais e dos gerentes de empresas de segurança patrimonial. “Alguns, buscam incrementar a carreira e o salário, outros desejam reforçar os conhecimento e embasamento teórico”, diz.

Formado, esse profissional está capacitado para trabalhar em empresas de segurança em indústrias, hospitais, instituições financeiras, supermercados, shopping centers e organizações governamentais. “As áreas em maior evidência atualmente são as guardas municipais, a vigilância no setor industrial e a segurança bancária”, revela Dias.

Onde está o emprego: As maiores oportunidades aparecem onde estão os mais altos índices de violência e criminalidade, ou seja, nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O salário inicial está em torno de R$ 1.200.

Trânsito

Aulas de legislação do trânsito, noções de saúde e primeiros socorros, marketing, psicologia do trânsito, responsabilidade civil e planejamento urbano fazem parte do currículo do curso de Gestão e Segurança de Trânsito, oferecido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em São José (SC). O objetivo da graduação é proporcionar ao aluno a capacidade de analisar, planejar e implantar medidas para solucionar os muitos problemas de trânsito e transporte de pessoas e cargas nas grandes cidades.

Durante o curso, o aluno estuda e planeja ações voltadas para a segurança no trânsito, de acordo com o Sistema Nacional de Trânsito. Pode atuar em toda a esfera de formação e fiscalização de motoristas, como secretarias de segurança, prefeituras municipais, centros de formação de condutores e junto à Polícia Militar. “O profissional pode trabalhar em campanhas educativas, no processo de logística, na criação de comunicação institucional, na análise de tráfego e de dados estatísticos”, explica o coordenador do curso da Univali, Alexandre Moraes Ramos.

Durante as 1.600 horas de duração do curso, o aluno convive com profissionais experientes da área, já que a faculdade exige que os docentes sejam oriundos do mercado. “A diferença para o bacharelado está nessa convivência entre professores e alunos, que acabam trocando experiências, já que são quase todos da mesma área”, relata o professor. “O mercado do trânsito está dando preferência ao tecnólogo por sua experiência concentrada no ramo. Dificilmente um tecnólogo nessa área fica desempregado”, acredita Alexandre.

Onde está o emprego: Nas regiões com maior concentração de tráfego, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Como ele também trabalha em centros de formação de condutores, há espaço em todo o Brasil. O salário inicial varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500.